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Com 90% de cristãos, América Latina enfrenta perseguição crescente pela fé em Jesus

       Latino-americanas.   —  Foto/Reprodução/representativa: Pexels/Cristian Rojas.
 
Com 90% de cristãos, América Latina enfrenta perseguição crescente pela fé em Jesus.
Publicado no Conexão Notícia em 02.julho.2024.  

Grupo no WhatsApp A perseguição ocorre especialmente em países como Cuba, Haiti, México e Nicarágua.  
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Uma tendência alarmante e crescente de perseguição está surgindo na América Latina, uma região onde os cristãos representam pelo menos 90% da população.

Os ataques ao Cristianismo estão aumentando nas nações latino-americanas de tendência esquerdista, aponta o Mercator.

Na América Central e do Sul, tanto atores estatais quanto não estatais estão mirando a igreja. Governos condenam a igreja, aprovam leis que restringem suas atividades e prendem ou expulsam padres e autoridades eclesiásticas.

Organizações criminosas, incluindo gangues, grupos paramilitares, cartéis e guerrilhas armadas, percebem a igreja como uma ameaça ao seu controle. Como resultado, essas entidades frequentemente intimidam ou eliminam figuras religiosas que se posicionam contra o tráfico de drogas e outras práticas ilegais.

Entre os países mais afetados estão Cuba, Nicarágua e Venezuela. O México é considerado o país mais perigoso para católicos, enquanto a Colômbia está classificada entre os 50 piores lugares do mundo para ser cristão.
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Situação em Cuba

Em Cuba, padres católicos e outros líderes religiosos são frequentemente assediados e presos. Essas ações são impulsionadas pelo desejo do governo comunista de manter um controle rigoroso sobre a população e reprimir qualquer tipo de dissidência.

A Lei de Comunicação Social de 2023 proíbe críticas ao governo, mesmo em contextos religiosos, visando líderes religiosos que critiquem o regime ou apoiem ativistas de direitos humanos. Essa legislação resulta em assédio, detenção e vigilância estatal de figuras religiosas.

Um caso emblemático é o pastor e líder da Igreja Independente Monte de Sion, Lorenzo Rosales Fajardo, que está preso desde 2021 por participar de um protesto pacífico.

O governo da ilha impõe rigorosas restrições às atividades religiosas, censurando publicações e proibindo a venda de Bíblias em livrarias. Indivíduos foram detidos por supostamente orarem pelo fim do regime de esquerda, e mães de presos políticos são impedidas de orar pela libertação de seus filhos.
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Havana impõe controle rigoroso à construção de novas igrejas. Em 2020, uma das primeiras igrejas a serem construídas desde a revolução comunista de 1959 foi concluída.

Igrejas domésticas e subterrâneas são proibidas. Cuba está na lista de Países de Preocupação Particular (CPC) do Departamento de Estado dos EUA devido a "violações particularmente graves da liberdade religiosa".

Assassinatos no México

No México, um padre foi encontrado morto a tiros em maio, no estado de Michoacán. Poucos dias antes, um arcebispo de Durango sobreviveu a uma tentativa de esfaqueamento na sacristia da catedral após a missa. Esses incidentes ressaltam porque o México é considerado o lugar mais perigoso para ser um sacerdote.

Entre 2010 e 2020, mais de 30 padres foram assassinados no México, muitos por denunciarem os cartéis. Religiosos se tornaram alvos específicos dos cartéis, e, como a maioria dos assassinatos relacionados a esses grupos, esses crimes também ficaram impunes e sem solução.
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O ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, um socialista conhecido por sua abordagem branda em relação aos cartéis, alegou desconhecer as ameaças e a violência contra a igreja. Ele chegou a culpar os bispos que acusaram seu governo de inação.

O padre Alberto Gómez Sánchez, que dirige uma casa para migrantes em Chiapas, expressou a esperança dos católicos de que a nova presidente do México, Claudia Sheinbaum, reduzirá o poder dos cartéis e protegerá os padres, devido ao seu histórico de redução da criminalidade como prefeita da Cidade do México.

No entanto, a sucessora declarou que seguirá as políticas de López Obrador, que foram ineficazes no controle dos cartéis e negaram a violência contra padres.

Ainda não se sabe se ela se desviará de sua abordagem e, mesmo que o faça, o sucesso é improvável, dado o poder entrincheirado dos cartéis no exército, na polícia, nos tribunais e no Congresso.

Pesadelo nicaraguense

A Nicarágua se destacou negativamente nos últimos meses por sua perseguição implacável contra os cristãos e entrou na lista de Países de Preocupação Particular (CPC) do Departamento de Estado dos EUA por “violações particularmente graves da liberdade religiosa”.

Sob o regime socialista de Daniel Ortega, o governo foi acusado de ter como alvo líderes da igreja que criticam políticas estaduais ou apoiam movimentos de protesto. Vários padres foram assediados, detidos ou expulsos do país.
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Entre 2018 e 2020, houve 190 ataques a igrejas na Nicarágua. O governo também vem restringindo as atividades cristãs, incluindo a proibição de eventos religiosos públicos.


As informações são do GiUiIiAiMiE, COM INFORMAÇÕES DO MERCATOR.

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Após ser espancada por marido muçulmano, cristã sudanesa testemunha: “Decidi seguir Jesus”
       Cristã sudanesa.   —  Foto/Reprodução/Ilustração/Portas Abertas.
 
Publicado no Conexão Notícia em 20.junho.2024.  

Grupo no WhatsApp Além dos conflitos durante a guerra, os cristãos locais também sofrem com a perseguição dos muçulmanos.  

Após ser espancada por não negar Jesus no Sudão, uma cristã perseguida relatou como permaneceu fiel em meio a guerra e intolerância religiosa no país.

Quando os conflitos começaram, Fátima e sua família precisaram se mudar para o Sudão do Sul em busca de refúgio.

Na época, Fátima era muçulmana e ainda não tinha descoberto a esperança em Cristo e temia pela segurança da sua família.
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Ouvindo o evangelho 

No entanto, em um campo de refugiados, Fátima ouviu o Evangelho pela primeira vez. Mesmo ouvindo relatos de cristãos que sofreram isolamento social, abuso físico e até morte, ela se entregou a Jesus. 

“Aceitei o Senhor Jesus como meu Salvador e Senhor. Encontrei liberdade e vida eterna Nele”, disse ela à Global Christian Relief.

E continuou: “Minha fé significa muito para mim. Significa liberdade total da escravidão que me manteve presa durante décadas”. 

Perseguição familiar 

Contra a vontade do marido muçulmano, Fátima e os filhos começaram a frequentar a igreja. Então, ele ameaçou matá-la se ela não negasse a Jesus e retornasse para o Islã.  

Quando Fátima se recusou a desistir de Cristo, o marido a agrediu com uma barra de metal e feriu gravemente seu fêmur (osso da coxa). “Da próxima vez, se você não parar de frequentar esta igreja do seu Jesus, vou te matar”, ameaçou o marido. 

E Fátima respondeu: “Mesmo se você me matar, meu espírito irá para Deus, porque você matou apenas o corpo físico”. 

Apesar do trauma, a nova convertida teve a fé fortalecida e passou a orar pela conversão do marido. “Decidi seguir Jesus”, afirmou ela. 
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A guerra no Sudão 

A guerra no Sudão completou um ano no dia 15 de abril. Em 2023, uma grande disputa entre o exército do Sudão e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF — sigla em inglês) tomou a capital do Sudão, Cartum. 

Com isso, a guerra civil começou e tem causado resultados desastrosos para a população. Além da crise alimentar, um relatório recente da ONU acredita que mais de 8 milhões de vítimas se tornaram deslocadas internas e refugiadas no último ano. 

Sofrimento

Os combates contínuos, que criaram uma crise de insegurança, tornaram impossível o deslocamento de ONGs, como agências da ONU, para prestarem o apoio necessário às pessoas deslocadas. 

Segundo um especialista da missão Portas Abertas, a guerra em curso trouxe sofrimento para os cidadãos sudaneses em geral, mas especialmente para os cristãos, que são ainda mais marginalizados por sua fé. 

“Embora todos os sudaneses sofram por causa da guerra, os cristãos enfrentam dificuldades excepcionais porque eles não recebem o mesmo apoio das comunidades”, explicou ele.
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Relato

“Nossos contatos relataram recentemente sobre cristãos abrigados em igrejas ou em outros locais onde não se misturam com o resto da população, porque se o fizerem, serão discriminados por serem cristãos e isso torna a sobrevivência ainda mais difícil para eles. Na distribuição de ajuda humanitária, os cristãos não recebem oportunidades iguais”, acrescentou.

A Lista Mundial de Perseguição de 2024 relata que os cristãos no Sudão são especialmente vulneráveis em tempos de guerra. A informação foi confirmada pelo número considerável de igrejas fechadas ou danificadas e os muitos cristãos que enfrentaram ataques. Além da opressão que aqueles que decidiram deixar o islamismo para seguir a Cristo.  

O Sudão ficou em 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024 da Missão Portas Abertas dos lugares mais difíceis para ser cristão.
 
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As informações são do GIAME, COM INFORMAÇÕES DE GLOBAL CHRISTIAN RELIEF.

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Fé que supera a violência.
       Traore é um adolescente de Burkina Faso que teve o pai morto por jihadistas enquanto trabalhavam juntos no campo.   —  Foto/Reprodução/Portas Abertas.
 
Publicado no Conexão Notícia em 17.junho.2024.  

Grupo no WhatsApp A história de Traore, um órfão cristão em Burkina Faso, cuja fé permanece inabalável mesmo após a morte do pai por jihadistas.  

Em Burkina Faso, há mais de dois milhões de pessoas deslocadas, muitas delas viúvas e órfãos cristãos. Quando jihadistas mataram o pai de Traore*, em 2019, sabiam o impacto que isso teria em uma família cristã.

O que eles não consideraram foi a fé e a esperança plantadas por Jesus no coração e na mente de seu povo. Apesar de se tornar órfão, Traore deseja ser um missionário para continuar o exemplo deixado pelo pai.   
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Em 2020, Traore ainda era um menino, mas agora é um rapaz de 17 anos. De muitas maneiras, ele não é um adolescente comum. “Não quero me tornar médico ou entrar para o exército. É verdade que estudar é bom, afinal, pode garantir trabalho e dinheiro, mas o que estou interessado é em me tornar um missionário. Eu quero fazer isso por causa da nossa situação atual.”    

A situação a que Traore se refere é a insegurança em Burkina Faso que é o resultado da insurgência de jihadistas. Ele e sua família moravam em Arbinda, uma vila no Norte de Burkina Faso. 

Como muitas outras na região, Arbinda já foi um lugar pacífico e seguro para viver. Traore relembra daqueles dias. “Quando acordávamos, tínhamos nosso tempo de devocional e orações.” Era um lugar seguro para viver e trabalhar.  

Embora fosse um aluno diligente, quando não tinha aula, ficava com o pai. “Às vezes, ia pescar com meu pai. Quando voltávamos, minhas irmãs vendiam os peixes. Nas noites de sábado, jogávamos futebol, saíamos para andar pela mata ou para ver as pessoas jogando futebol.”
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Em 2019, Traore e a família tiveram que mudar para a região central de Arbinda. “Eu estudava em uma pequena vila, mas por causa da insegurança, viemos para a cidade, onde ficamos na casa de um pastor. A comida das ovelhas acabou e, na época, as escolas também estavam fechadas, então voltamos para casa.”    

Quando tudo mudou 

Traore não lembra o dia exato, apenas que era uma terça-feira de 2019. “Naquela manhã, meu pai me pediu para ir com ele em uma longa caminhada para juntar plantas e ervas. Ele fez café e chá para todos, incluindo nossos vizinhos. 

Fomos para a igreja fazer nosso devocional matinal e lembro que havia muitos pastores presentes, mas escolheram meu pai para pregar naquela manhã. Nós nos despedimos de nossa família e oramos antes de sair. A vila para onde iríamos estava a uma distância de 15 quilômetros. Após uma longa caminhada, começamos a coletar plantas e ervas. Quando terminamos de colher o que precisávamos, ouvimos o som de motocicletas se aproximando.”   
Os homens vestiam uniforme do exército. Então, em um primeiro momento, Traore e o pai pensaram que eram militares. Depois viram que seguravam bandeiras do Estado Islâmico. “Ouvimos falando em dialeto fulani. 

Ficamos orando enquanto eles desciam das motocicletas e nos cumprimentaram. Meu pai respondeu ao cumprimento e eles perguntaram onde estava o resto das pessoas. Meu pai não respondeu. Enquanto eles conversavam, entrei em pânico e fugi sem ser notado. De repente, enquanto tentava fugir, ouvi um tiro e comecei a correr.”   
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O rapaz soube instintivamente que o pai tinha sido morto. Ele se escondeu atrás de algumas casas e, quando o barulho das motocicletas diminuiu, correu para casa. “Enquanto corria, perdi meus sapatos e fui para casa descalço. 

Não estava com medo, mas a ideia de ter me tornado órfão se repetia na minha cabeça.” A família ficou devastada com a morte do pai de Traore. O luto é uma emoção para a qual ninguém está preparado. “O pastor pediu a algumas pessoas para confortarem minha mãe, mas quando elas chegaram, ao invés de confortá-la, muitas começaram a chorar e foi ela quem as confortou.”
    
       Mesmo diante dos traumas resultantes da morte do pai, o desejo de Traore é se tornar missionário para honrar o exemplo deixado pelo pai.   —  Foto/Reprodução/Portas Abertas.

Uma fé fortalecida 

Após a morte do pai, Traore teve que crescer rapidamente. Em tudo, Deus amadureceu sua fé. Além disso, o exemplo do pai permanece um raio de luz nesse tempo incerto.
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“Meu coração se quebra quando penso em meu pai. Mesmo nesses momentos, sei que Deus não nos esqueceu. Ele nos fala que tudo tem seu próprio tempo e faz tudo de acordo com a sua vontade.” Ainda assim, Traore não está imune à dúvida. 

Às vezes, sinto que Deus me abandonou, mas quando leio a Bíblia, percebo que ele esteve comigo desde o começo. Outras vezes, penso que Deus não se importa mais comigo, mas quando leio as Escrituras e ouço o encorajamento das pessoas, percebo que Deus me sustenta em minha dor.”    

Há momentos dolorosos em que o adolescente tem plena consciência de que o pai se foi. “Às vezes, quando converso com meus amigos, eles falam sobre o pai deles e eu não posso dizer nada, porque não tenho mais um pai.” 

É por isso que esses grupos visam os homens, cristãos ou não. Ao eliminar maridos e pais, a família inteira fica vulnerável. “Prover comida para meus filhos se tornou extremamente difícil, porque não tenho um campo para plantio e não sei o que fazer. Não é fácil, estamos sofrendo muito”, disse Falmata*, mãe de Traore.    
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As dificuldades são muitas, mas suas orações e apoio contínuo fazem a diferença na vida deles, além de permitir que a Portas Abertas garanta ajuda emergencial e apoio aos cristãos em Burkina Faso. 

Traore já é um pastor no coração: “Nós confiamos em Deus. Ele disse que não deveríamos nos preocupar com a nossa vida, com o que comer, beber ou vestir. Isso fortalece minha fé e me mantém prosseguindo. Quando enfrentamos dificuldades, devemos olhar apenas para Jesus”.  

Socorra cristãos vítimas de violência 

A violência extrema na África Subsaariana exige uma resposta urgente das igrejas locais. Grupos jihadistas como Boko Haram e Al-Shabaab espalham terror, resultando em deslocamento forçado, perseguição religiosa e desafios para os cristãos. 

Uma doação permite que congregações em Burkina Faso consigam auxiliar vítimas da perseguição violenta em suas necessidades materiais e espirituais e cuidados pós-trauma. 


As informações são do PORTAS ABERTAS.

Edição Geral: CN.

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Militares libertam 686 reféns dos terroristas do Boko Haram.
       Mulheres estão entre a maioria dos reféns libertos na Nigéria e Camarões.   —  Foto/Reprodução/Imagem ilustrativa/Portas Abertas.
 
Publicado no Conexão Notícia em 25.maio.2024. Atualizado em 17.junho.2024.  

Grupo no WhatsApp É possível que haja cristãos entre os resgatados na Nigéria e Camarões.  

No início de maio, forças militares da Nigéria e de Camarões libertaram 686 prisioneiros do grupo extremista Boko Haram em duas operações distintas. As ações ocorreram no extremo norte de Camarões e na floresta de Sambisa, na Nigéria.

Na primeira operação, denominada Alpha, 300 prisioneiros foram libertados, incluindo 191 crianças, 99 mulheres e dez homens. A maioria dos reféns está em processo de repatriação para retornar às suas famílias.

Na última terça-feira (21), a imprensa nigeriana informou que 386 pessoas foram resgatadas na floresta de Sambisa. Entre os resgatados estavam principalmente mulheres e crianças, algumas delas em cativeiro há uma década. O brigadeiro-general Haruna explicou que a operação, chamada Desert Sanity 111, durou dez dias e teve como objetivo eliminar os restos de todas as categorias de terroristas na floresta.
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A ESPERANÇA PARA AS MENINAS DE CHIBOK E LEAH SHARIBU

Em abril, a organização Portas Abertas publicou um artigo especial sobre os dez anos do sequestro das meninas de Chibok. No mesmo dia do aniversário do rapto, Lydia Simon foi libertada junto com seus três filhos.

Durante um culto em memória aos dez anos do sequestro, Yana Gala, mãe de uma das meninas desaparecidas, expressou sua esperança na libertação das filhas.

– Minha esperança e oração é que o Deus que não falha traga de volta nossas filhas. Mesmo que elas tenham filhos agora, não importa a condição em que se encontrem, nós as queremos mesmo assim – disse Yana. Sua filha, Rifkatu, ainda está desaparecida.

Leah Sharibu completou 21 anos em 14 de maio. Ela está em cativeiro há seis anos por se recusar a se converter ao islã e usar o hijab. A Portas Abertas e as famílias das meninas de Chibok e de Leah Sharibu acreditam que a oração contínua é essencial para a libertação dos reféns e convidam todos os cristãos a intercederem por eles.
A Nigéria é o sexto país da Lista Mundial da Perseguição 2024, que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.
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PERSEGUIÇÃO EXTREMA

Agora, na lista de 2024, a perseguição extrema atinge 13 países, ao invés de 11, como na LMP 2023. Os países que passaram ao nível de perseguição extrema são Síria (12°) e Arábia Saudita (13°). Apesar de manterem a mesma posição da edição passada, agora apresentam nível extremo de perseguição porque a pontuação subiu. (Para entender como é feita a pontuação, acesse Entenda a Lista).

Os outros países com perseguição extrema permaneceram os mesmos, apenas com alterações de posição no ranking. São eles:

1. Coreia do Norte
2. Somália
3. Líbia
4. Eritreia
5. Iêmen
6. Nigéria
7. Paquistão
8. Sudão
9. Irã
10. Afeganistão
11. Índia

Nesta edição, todos os 50 países listados permaneceram os mesmos da LMP 2023, mudando apenas suas pontuações e posições. Veja aqui os 50 países que compõem a LMP 2024, e todas as informações sobre perseguição em cada um deles.

       Lista Mundial da Perseguição 2024.   —  Foto/Reprodução/Portas Abertas.

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DESTAQUES DA LMP 2024

Coreia do Norte

A Coreia do Norte continua como o país mais perigoso para os cristãos, apesar da diminuição de relatos de violência. Muitos norte-coreanos foram repatriados da China e, provavelmente, enviados para prisões e campos de trabalho forçado. Como muitos cristãos norte-coreanos fugiram para o país vizinho e outro conheceram a Cristo lá, é possível que haja seguidores de Jesus entre os deportados.

Índia

Os conflitos políticos entre as etnias meitei e kuki, em Manipur, na Índia, que iniciaram em maio de 2023, causaram a morte de 160 cristãos e o deslocamento de outros 60 mil seguidores de Jesus, aumentando o índice de violência. Em Madhya Pradesh e Chhattisgarh, 200 cristãos de 70 famílias foram expulsos de suas comunidades.

África Subsaariana

A desestabilização política e econômica em diversos países da África Subsaariana favorece a ação de grupos extremistas. Casas, negócios de cristãos e igrejas foram os principais alvos dos jihadistas. A situação foi agravada em países onde aconteceram golpes militares e cristãos não tiveram liberdade de denunciar as violações de direitos humanos e compartilhar a fé em Jesus.
O clima de falta de liberdade foi intensificado com a compra de tecnologia de vigilância e monitoramento e a presença de mercenários russos do grupo Wagner.
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Estima-se que dos 34,5 milhões de deslocados na África Subsaariana, 16,2 milhões sejam cristãos. Eles lutam para sobreviver sem alimentação, moradia e cuidados básicos de higiene e saúde. Eles ficaram ainda mais desprotegidos diante dos ataques de extremistas islâmicos. Mais de 14 mil igrejas na região foram atacadas ou fechadas entre 1º de outubro de 2022 e 30 de setembro de 2023. Esse dado é sete vezes maior do que na LMP 2023.

Oriente Médio

O terremoto que atingiu a Síria em fevereiro de 2023 contribuiu para que muitos cristãos, que já viviam em situação precária, se deslocassem ou deixassem o país. A destruição e a tomada de igrejas históricas pelo grupo extremista Hayʾat Taḥrīr al- Shām também causou a migração dos seguidores de Jesus.

Na Arábia Saudita, houve um aumento na violência contra os cristãos, apesar do aumento da liberdade de expressar a fé. Muitos compartilharam sobre Jesus publicamente e com suas famílias, mas correm o risco de serem assassinados por suas famílias e comunidade por
deixarem o islã.

Igrejas fechadas na China e na Argélia

A China foi o país com o maior número de igrejas fechadas, com no mínimo 10 mil incidentes. Muitas delas eram conhecidas como domésticas (por não serem reconhecidas pelo governo), mas tinham milhares de membros. Na Argélia, apenas quatro das 46 igrejas afiliadas à Igreja Protestante da Argélia (EPA, da sigla em francês) estão abertas.
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Liberdade de expressão se deteriora rapidamente na Nicarágua

O destaque na América Latina foi a Nicarágua, que subiu 20 posições na LMP 2024 e agora ocupa o 30° lugar. A hostilidade contra a igreja na Nicarágua deixou de ser indireta e agora pode ser notada por meio das restrições de liberdade religiosa, envolta em estruturas jurídicas feitas sob medida com esse propósito.

Os críticos da repressão à liberdade de expressão por parte do governo foram presos, assim como seus defensores. Universidades e outras instituições ligadas à igreja tiveram seus registros cancelados e propriedades e meios de comunicação de cristãos foram confiscados.

Líderes religiosos são acusados de espionagem; alguns tiveram a cidadania cancelada, além de serem forçados ao exílio. Celebrações cristãs em espaços públicos também foram proibidas.

O governo da Nicarágua até fechou sua embaixada em Roma, na Itália. O objetivo do governo não é simplesmente silenciar a voz dos cristãos, mas impedir sua credibilidade e a propagação de sua mensagem. No continente, segue a tendência de criar um governo de partido único, assim como Cuba.
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NÚMEROS DA VIOLÊNCIA CONTRA CRISTÃOS NO MUNDO

– 4.998 cristãos mortos em todo o mundo em ataques relacionados com a fé. Os números provavelmente são muito mais altos, mas muitos não são relatados;

– Aumento de sete vezes nos ataques a igrejas, escolas cristãs e hospitais, de 2.110 (2023) para 14.766 (2024);

– Cristãos espancados ou ameaçados aumentaram de 29.411 casos relatados (2023) para 42.849;

– Os ataques a residências aumentaram 371% em relação aos números da LMP 2023 (4.547 para 21.431);

– Os cristãos forçados a abandonar as suas casas ou a esconderem-se mais do que duplicaram, de 124.310 para 278.716;

– 365 milhões de cristãos (um em cada sete em todo o mundo) enfrentam elevados níveis de perseguição e discriminação pela sua fé – acima do número do ano passado de 360 milhões.

Para saber mais sobre a perseguição a cristãos no mundo, acesse www.portasabertas.org.br.
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As informações são do Portal da Enciclopédia do Holocausto.

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