533% em um mês: o surto de gripe que levou o Rio Grande do Sul a decretar emergência antes do inverno.
Além do Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina e outros estados também foram afetados. — Foto: JASB.533% em um mês: o surto de gripe que levou o Rio Grande do Sul a decretar emergência antes do inverno.
Publicado no Conexão Notícia em 03.maio.2026. Atualizado em 03.maio.2026.
Canal no WhatsApp | O governador Eduardo Leite (PSD) assinou o Decreto nº 58.754 na quarta-feira (29), publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado na quinta-feira (30 de abril de 2026).
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O documento declara emergência em Saúde Pública em todo o Rio Grande do Sul por 120 dias, com possibilidade de prorrogação, para enfrentar a explosão de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente em crianças.
Os números que tornaram o decreto inevitável
O decreto destaca o aumento de 533,3% nas hospitalizações pela influenza entre a 7ª e a 10ª semanas epidemiológicas de 2026 — intervalo compreendido entre 15 de fevereiro e 14 de março.
No mesmo período, as internações por SRAG cresceram 102,7% e as hospitalizações por rinovírus subiram 376,9%, com alta de 528,6% entre menores de 12 anos. O pico atual é considerado o maior registrado desde a pandemia de 2020.
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Crianças no centro da crise: o alerta pediátrico que não pode esperar
A Secretaria Estadual de Saúde coordenará as ações, com prioridade ao atendimento de crianças, e as redes hospitalares que prestam serviço ao SUS deverão adotar medidas para ampliar a disponibilidade de leitos clínicos com suporte ventilatório e de Unidades de Terapia Intensiva. Creches e escolas públicas já registram, desde março, índices elevados de faltas por motivos de saúde — sinal de que a circulação viral antecipou o calendário sazonal neste ano. Hashtag: Emergência saúde RS influenza 2026, decreto Eduardo Leite SRAG Rio Grande do Sul, internações influenza 533% RS, SRAG crianças Rio Grande do Sul 2026.
VEJA TAMBÉM:
Entre os vírus que estão pressionando a rede hospitalar gaúcha estão:
💠Influenza subtipo H3N2 — principal responsável pelo aumento de 533,3% nas internações;
💠Rinovírus — alta de 376,9% nas hospitalizações gerais e 528,6% em crianças menores de 12 anos;
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💠Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — agente causador de quadros graves, especialmente em bebês;
💠 Covid-19 (Sars-CoV-2) — incluso entre os agentes monitorados pelo sistema de Vigilância em Saúde estadual.
O que o governo promete — e quanto vai custar
Como parte do Programa Inverno Gaúcho com Saúde, o governo estadual prevê a abertura de 1.478 novos leitos — sendo 1.014 clínicos, com 236 pediátricos e 778 para adultos, além de 464 leitos de UTI, dos quais 126 destinados a crianças.
Os leitos financiados com recurso estadual receberão diária de R$ 2,3 mil, com complemento de R$ 300 do Estado para leitos habilitados pelo governo federal, que já destina R$ 2 mil.
O cenário que preocupa além das fronteiras gaúchas
O monitoramento oficial em unidades sentinelas e hospitais de Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul e cidades da região metropolitana apontou que a proporção de consultas por síndrome gripal saltou de 5,6% na 6ª semana epidemiológica para 12,3% na 12ª semana.
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O Rio Grande do Sul não está isolado: Goiás e Santa Catarina também decretaram situação de emergência por SRAG nas últimas semanas, sinalizando que o fenômeno é nacional.
Recomenda-se higienizar as mãos com frequência, evitar ambientes fechados e aglomerações. — Foto/Reprodução.O que a população deve fazer agora
As autoridades reforçam que a vacinação contra a influenza segue como a principal medida de proteção disponível — mesmo com o Rio suspendendo temporariamente sua campanha por falta de doses. Hashtag: Programa Inverno Gaúcho Saúde leitos, H3N2 gripe RS decreto emergência, rinovírus crianças RS hospitalizações, emergência saúde pública SUS RS 2026.
A imunização, recomenda-se higienizar as mãos com frequência, evitar ambientes fechados e aglomerações, e procurar atendimento médico imediato diante de sintomas respiratórios graves. Com o inverno ainda não iniciado e os números já nesse patamar, agir antes que a temperatura caia é a única estratégia que ainda pode mudar o curso desta crise. Diário do Rio
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Divulgação do CN - Conexão Notícia.
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