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Pandemia da COVID-19 representa grave ameaça ao trabalho dos Agentes de Saúde (ACS e ACE)

Os Agentes de Saúde precisam trabalhar com os equipamentos de proteção indispensáveis à segurança. — Foto: Reprodução.  

Pandemia da COVID-19 representa grave ameaça ao trabalho dos Agentes de Saúde (ACS e ACE)
Fonte: Conexão Notícia. —  Publicado no  CN em 18.março.2020.   

De 2.064 para 8.819: Casos suspeitos de coronavírus no Brasil quadruplicam. Salto em casos suspeitos de coronavírus provavelmente ocorreu devido problema na contabilização de casos, explica membro do Ministério da Saúde.

Face do gigante que se apresenta, o governo federal anunciou que vai pedir ao Congresso Nacional o reconhecimento de Estado de Calamidade Pública no Brasil por causa do coronavírus. A medida terá efeito até 31 de dezembro deste ano, conforme notícias divulgadas pela Agência Nacional.

A crise de saúde pública causada pela novo Coronavírus (COVID-19), classificado como uma Pandemia, face a sua contaminação global, tem gerado uma ameaça com probabilidade de produzir impactos aos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias. Tal fato se materializa na falta de condições de trabalho a que as duas categorias são submetidas. Enquanto os demais profissionais do seguimento saúde estão equipados com Equipamento de Proteção Interindividual, há uma negligência sem precedente em relação ao ACS/ACE. Os agentes e seus familiares, estão totalmente expostos às doenças.


"Na maior comunidade virtual do Brasil. a Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, voltada aos ACS/ACE, todos os dias recebemos os mais diversos relatos da categoria, sobre a falta de condições de trabalho, EPI's etc. Os gestores não estão cumprindo com a legislação vigente, mesmo que os recursos públicos destinados a tal proteção tenha sido encaminhado pelo FNS - Fundo Nacional de Saúde. 

Convocamos aos sindicatos, associações, comissões representativas, federações e confederações para que se mobilizem para defender os direitos e a saúde dos ACS/ACE, antes que tenhamos surpresas desagradáveis," comentou Samuel Camêlo - coordenador do JASB e rede de voluntários da MNAS.

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Em pesquisa relâmpago, pouco mais de 500 ACS/ACE informaram como a categoria tem sido negligenciada em seus municípios, nos mais diversos estados brasileiros. 

Ionara Barreto 

A Presidente da Associação dos Agentes de Endemias de Camaçari (BA), Ionara Barreto comenta sobre a situação das duas categorias: 

"O grande paradigma é que as atividades dos ACS e ACE é de realizar visitas domiciliares. Então, nós ficamos extremamente vulneráveis à contaminação do COVID - 19, e se estende aos nossos familiares e amigos próximos e não somente isso: o ACS ou ACE contaminado, poderá contaminar diversas famílias dentro de uma localidade, tudo isso agravado pela falta de luvas, máscaras e álcool em gel para que possamos ter o mínimo de proteção".  


Cabe as representações da categoria cobrar dos gestores, que cumpram com suas obrigações, garantindo que a categoria de ACS/ACE tenha condições de trabalho. Apoiadas pelos agentes, as entidades representativas avançarão no fortalecimento da categoria, mesmo diante desse momento tão crítico. 





Médicos voluntários do Projeto Missão Covid atendem pessoas com suspeita da doença ou com dúvidas sobre o novo coronavírus. 





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