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“A igreja precisa superar a mídia com notícias de esperança”, afirma pastor

 Robson Thomas fala sobre o papel da igreja em meio à pandemia e o que Deus está dizendo ao mundo. —  Foto/Reprodução.  


Uma ameça real. 2020 vai além de 1984: A profecia de Orwell
Fonte: Gospel Prime, Neto Gregório.* —  Publicado no  CN em 13.jun.2020.   

Gospel  — Continuando a nossa série de entrevistas com líderes e pastores de diversas denominações para entender o momento que estamos vivendo, como a igreja deve se portar e o que Deus está dizendo ao mundo, conversamos com o pastor Robson Thomas Pereira.

Thomas é casado com a pastora Cristine Tessmann e pai de Arthur e Anne. É pastor sênior da Igreja das Nações, em Criciúma (SC).

Para o pastor, a igreja continuará fazendo o que sempre fez: ser relevante e luz. Ele lembra que a igreja está na “contramão da sociedade”. Por isso, a igreja precisa superar todos os relatos negativos – principalmente os espalhados pela grande imprensa, com as boas novas do evangelho.

Pastor Robson Thomas. —  Foto/Reprodução.  

Robson diz que a igreja precisar “reverberar sua mensagem” de esperança e cita o exemplo de Josué e Calebe, que eram portadores de boas notícias em meio à relatos pessimistas.

“Quando a notícia é de morte, a igreja deve trazer a notícia de vida”, completa.

O que podemos aprender?
“Já aprendemos que somos frágeis”, afirma.

O líder da Igreja das Nações identifica essa fragilidade principalmente nas formas de se relacionar proporcionadas pela igreja e diz que não devemos ter uma “única forma de se relacionar”.

“A igreja pode ser ativada em vários aspectos diferentes” sem ficar dependente de reuniões e cultos presenciais.

Ele acredita que a pandemia foi uma oportunidade para “despertar uma unidade sem estar presente”, “coisa que a gente nunca tinha vivido”.

O que se modificará?
“A igreja não vai voltar a ser como era”, destaca.

O pastor crê que uma nascerá dessa crise uma igreja que “busca muito mais as pessoas e se importa com elas”. Ele diz que os cristãos terão muito mais empatia e altruísmo após a pandemia.

“A igreja deve ter uma palavra de vida e eternidade, mas também deve ter uma palavra de apoio e cuidado”, enfatiza.

Ele compara a igreja a um grande barco em que as pessoas entram e se sentem protegidas durante toda a viagem.

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Estamos preparados?
“Ninguém nunca está preparado para atender um mundo em pânico”, afirma.

O pastor ensina que é na lida com a crise que vamos aprendendo como devemos nos comportar e o que devemos fazer. “A gente não sabe o que vai acontecer até que aconteça”, diz.

Thomas diz que a pandemia está testando muitos “líderes de internet” e “líderes de carismas” para saber se “realmente estão fundamentados na Palavra, se tem raízes firmes no evangelho para não ceder e ser levados pelo vento”.

Ele destaca que a igreja “está passando por um grande teste” e que não “fomos preparados para isso”. Compara a situação às palavras ditas por Jesus sobre “morrer para nós mesmos” e que isso é testado em nossa vida à medida que os dias se passam.

O que Deus está dizendo?
“Eu sou o Todo Poderoso, tudo começa em mim e termina em mim, nada além de mim”, diz.

Para o pastor, o coronavírus está evidenciando que “ninguém é poderoso o suficiente”. “As nações mais poderosas do mundo se curvaram… até a medicina”, afirma.

“O homem olha para o espelho e se sente incapacitado e isso é bom para entendermos a soberania de Deus em nossas vidas”, conclui.




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