Dez dicas de cuidados essenciais com a meningite e conheça os principais tipos.
Dez dicas de cuidados essenciais com a meningite e conheça os principais tipos.
Canal no WhatsApp | Dados do Ministério da Saúde mostram aumento de casos no Brasil e reforçam a importância de reconhecer sintomas e adotar medidas preventivas.
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A meningite é uma doença grave que continua preocupando autoridades de saúde em todo o mundo. Segundo dados recentes, mais de cinco milhões de pessoas são afetadas anualmente pela doença, e parte desses casos evolui com gravidade, causando mortes ou sequelas permanentes.
A meningite é caracterizada pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas.
No Brasil, o número de casos confirmados em 2025 reforça a necessidade de ampliar a conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento rápido.
Tipos de meningite e riscos para a saúde
Entre os diferentes tipos da doença, a meningite bacteriana é considerada a mais grave, pois pode evoluir rapidamente e exigir atendimento médico imediato para evitar complicações sérias.
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Já a meningite viral costuma apresentar quadro mais leve, com recuperação espontânea na maioria dos pacientes, embora também precise de avaliação médica.
A gravidade da doença depende do agente causador e da rapidez no início do tratamento, o que torna essencial identificar os sinais e procurar assistência médica ao menor indício de sintomas.
Sintomas precisam ser reconhecidos rapidamente
Reconhecer os sintomas da meningite logo no início pode salvar vidas e evitar sequelas. Entre os sinais mais comuns estão febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas e rigidez no pescoço, dificultando movimentos simples, como tentar encostar o queixo no peito.
Esses sintomas indicam que há algo grave acontecendo e exigem atenção imediata. Por isso, a informação correta e o cuidado preventivo são fundamentais para reduzir os riscos e garantir tratamento rápido nos casos suspeitos.
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– É importante que a meningite seja identificada assim que surgirem os primeiros sintomas, pois assim é possível que o tratamento seja iniciado rapidamente para evitar o desenvolvimento de lesões que podem resultar em sequelas permanentes ou morte – alerta a especialista, que orienta quanto as formas de prevenção:
– evitar locais com aglomeração de pessoas;
– deixar os ambientes ventilados, se possível ensolarados, principalmente, salas de aula, locais de trabalho e no transporte coletivo;
– não compartilhar objetos de uso pessoal;
– reforçar os hábitos de higiene, lavando as mãos com frequência, especialmente antes das refeições;
– manter a vacinação em dia.
Segundo dados do Ministério da Saúde, dos 6.169 casos confirmados em 2025, 2.643 (42.8%) foram classificados como meningites bacterianas, 2.109 casos (34,2%) como meningite viral, 398 casos (6,5%) como meningite de outra etiologia e 1.012 casos (16,4%) de meningite não especificada.
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A rede pública de saúde oferece, gratuitamente, vacina contra as formas mais graves de meningite:
Tipos de meningite e vacinação:
Meningite tipo C (a proteção está contida na vacina Meningo C):
– para crianças (1ª dose aos 3 meses; 2ª dose aos 5 meses; e reforço entre 12 meses e 4 anos 11 meses e 29 dias);
– para adolescentes entre 12 e 13 anos – 1 dose.
Meningite por pneumococo (a proteção está contida na vacina Pneumo 10):
– para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e reforço entre 12 meses e 4 anos 11 meses e 29 dias).
Meningite por Haemophilus influenzae (a proteção está contida na vacina Pentavalente):
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– para crianças (1ª dose aos 2 meses; 2ª dose aos 4 meses; e 3ª dose aos 6 meses).
Meningite tuberculosa (a vacina BCG protege contra a meningite tuberculosa):
– para crianças, ao nascer.
Por fim, a especialista dá 10 dicas de cuidados com a meningite. Confira:
– Procure atendimento médico imediato: Em caso de suspeita (febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, vômitos, confusão, sonolência excessiva, manchas na pele que não desaparecem ao pressionar), procure emergência. A meningite bacteriana é uma emergência médica e precisa de diagnóstico e tratamento rápidos;
– Não adie exames diagnósticos essenciais: O diagnóstico costuma envolver exame clínico, punção lombar (para analisar o líquido cefalorraquidiano), hemoculturas e exames de imagem quando indicado. Esses exames são necessários para identificar a causa e orientar o tratamento;
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– Inicie tratamento adequado conforme a causa: Meningite bacteriana: tratamento com antibióticos intravenosos e, às vezes, corticosteroides, conforme orientação médica. Meningite viral: cuidados de suporte; antivirais em casos específicos (por exemplo, herpes). Meningite fúngica: antifúngicos específicos;
– Isolamento quando necessário: Algumas formas de meningite bacteriana (ex.: meningocócica) exigem precauções de contato e gotículas durante o período contagioso, até 24 horas após início do antibiótico. Siga orientações da equipe de saúde sobre isolamento;
– Quimioprofilaxia e vacinação de contatos quando indicado: Para tipos específicos, como meningococo, pode ser indicada quimioprofilaxia (antibiótico preventivo) para contatos próximos. Vacinação é medida preventiva essencial: vacinas contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), pneumococo e meningococo são recomendadas conforme calendário vacinal;
– Controle dos sintomas e suporte geral: Hidratação adequada, controle da febre e dor (com antipiréticos e analgésicos conforme indicação médica), repouso. Monitorização de sinais neurológicos e suporte em UTI quando necessário;
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– Acompanhamento para complicações e sequelas: Meningite pode causar complicações (convulsões, edema cerebral, perda auditiva, déficits neurológicos). Monitorar e encaminhar para reabilitação (fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento neurológico) quando houver sequelas;
– Prevenção com medidas de higiene e redução de risco: Higiene das mãos, evitar compartilhamento de objetos pessoais (copos, talheres, escovas de dente) em surtos, e adoção de medidas em ambientes de risco (creches, escolas). Cobrir tosse e espirro, ventilação adequada de ambientes fechados;
– Cumprir o tratamento completo: Seguir o esquema de antibióticos e demais medicações até o fim, mesmo que os sintomas melhorem, para evitar recidiva ou resistência. Comparecer às consultas de retorno e realizar exames de controle conforme orientação;
– Informação e apoio às famílias: Explicar a doença, o prognóstico, sinais de alerta e os cuidados domiciliares; oferecer suporte emocional e orientações sobre reabilitação se houver sequelas. Notificar autoridades de saúde quando exigido (algumas meningites são de notificação obrigatória).
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Fonte: Conexão Notícia com informações do Pleno News.i
Divulgação do CN - Conexão Notícia.
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