Templo da Assembleia de Deus é demolido pela prefeitura em Camaçari: “Demoliram sem piedade”.
Templo da Assembleia de Deus é demolido pela prefeitura em Camaçari: “Demoliram sem piedade”.
Canal no WhatsApp | Ação ocorreu na Região Metropolitana de Salvador e gerou indignação entre fiéis, líderes religiosos e moradores da comunidade.
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O templo da Assembleia de Deus Peniel foi demolido na manhã desta segunda-feira (26), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia.
A ação aconteceu na área do Condomínio Algarobas e causou forte reação entre membros da igreja e moradores da região, que relataram surpresa e indignação com a forma como a demolição foi conduzida pelo poder público.
Pastor relata início repentino da ação
O pastor presidente da congregação, identificado como Washington, informou que a demolição começou por volta das 9h, enquanto ele ainda se deslocava de casa.
Segundo o líder religioso, ele foi avisado por fiéis que uma força-tarefa havia chegado ao local. Ao chegar ao templo, encontrou parte da estrutura já completamente destruída, sem tempo para qualquer diálogo ou tentativa de mediação.
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Força-tarefa contou com órgãos públicos
De acordo com o pastor, a operação contou com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR), além de equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Washington afirmou que tentou dialogar com os responsáveis e pediu que materiais como telhas e estruturas metálicas fossem preservados.
“Chegaram aqui arbitrariamente. Pedi para aproveitar algumas telhas, que custaram cerca de R$ 7 mil, e também as ferragens e a estrutura metálica, que foram muito caras, mas não deram ouvidos”, disse em entrevista ao programa Bahia no Ar.
Questionamentos sobre documentação
O pastor também alegou que nenhum documento formal foi apresentado no momento da ação. Ele relatou que, dias antes, a SEDUR havia colocado um adesivo de interdição no portão do templo.
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Ao procurar a secretaria para esclarecimentos, afirmou ter recebido a orientação de um coordenador para ficar tranquilo, com a garantia de que não haveria perseguição ou medidas extremas contra a igreja.
Prefeitura aponta falta de alvará
Em nota, a SEDUR informou que a obra não possuía alvará de construção. Washington contestou a justificativa e explicou que o terreno foi adquirido por meio de contrato de compra e venda, sem escritura, situação que, segundo ele, é comum no município.
Para o pastor, a demolição foi desproporcional. “Construímos, investimos muito aqui, fizemos uma boa base estrutural, e hoje demoliram tudo sem nenhuma piedade”, afirmou.
Denúncia de perseguição religiosa
O líder religioso classificou a ação como perseguição religiosa e reforçou que, além do adesivo de interdição, nenhum documento oficial de embargo teria sido entregue à igreja.
A congregação reúne cerca de 40 membros fixos e aproximadamente 60 frequentadores regulares, que agora se encontram sem um local para a realização dos cultos e atividades comunitárias.
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Impacto social na comunidade
Ao comentar os efeitos da demolição, o pastor Washington destacou o trabalho social desenvolvido pela igreja junto à comunidade local, especialmente com crianças e famílias em situação de vulnerabilidade.
“É um sentimento de pesar pela falta de sensibilidade do poder público.
A igreja trabalha para restaurar vidas e ajudar pessoas que viviam à margem da sociedade”, concluiu o pastor.
Confira o vídeo:
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Fonte: Conexão Notícia com informações do Portal DNA de Notícias.i
Divulgação do CN - Conexão Notícia.
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