Redes Sociais

Header Ads

Carlos Decotelli deixa Ministério da Educação após falhas no currículo

Carlos Decotelli deixa Ministério da Educação após falhas no currículo. —  Foto/Reprodução.  

Carlos Decotelli deixa Ministério da Educação após falhas no currículo
Fonte: R7 PLANALTO —  Publicado no  CN em 30.jun.2020. Thiago Nolasco, da Record TV, com Mariana Londres.

Governo | Nomeação foi publicada no dia 25 no Diário Oficial da União. Nesta terça, porém, entregou carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro.

Nomeado para o Ministério da Educação, o professor Carlos Decotelli entregou nesta terça-feira (30) sua carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O pedido foi aceito pelo presidente, que já estuda novos nomes para a pasta. De acordo com fonte ouvida pelo R7 Planalto, a análise inclui novos nomes para a pasta. 

Decotelli teve a nomeação publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (25), mas não chegou a tomar posse, que estava marcada para esta terça-feira (30) e já havia sido adiada. 

O nomeado para o Ministério da Educação havia marcado uma reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) nesta terça, mas cancelou sem informar o motivo – o encontro era avaliado como uma sinalização da permanência de Decotelli na pasta. Em seguida, às 14h30, se reuniu com Bolsonaro.


Decotelli teve a nomeação articulada pelos ministros militares do Planalto. As incoerências no seu currículo, no entanto - instituições disseram que ele não tinha concluído etapas que ele dizia ter concluído - deixaram os ministros constrangidos. Decotelli chegou a alterar o próprio currículo na plataforma Lattes após as contestações.

Apesar da perda de apoio, a ala militar teme que a pasta volte a um nome ideológico, como era o caso dos ministros anteriores -Ricardo Vélez Rodriguez e Abraham Weintraub.

Incoerências
Bolsonaro anunciou Decotelli para a Educação no dia 25 por meio de suas redes sociais. Na ocasião, o mandatário escreveu que o nomeado é “bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha".

VEJA TAMBÉM: 
Maranhão: Prefeitura realiza entrega de equipamentos para Agentes de Saúde
Abono PIS/Pasep libera saques de R$ 88 a R$ 1.045
+“Homem Pateta” é investigado pelo Facebook após denúncias
Santa Catarina confirma 24.364 casos e 312 mortes por Covid-19 
Ceará prorroga decreto com regras de isolamento social
Aluna de Sérgio Moro assume culpa por plágio em artigo
REDES SOCIAIS: Coca-Cola boicota o Facebook e gera prejuízo de R$ 306 bilhões
COVID-19: Brasil passa EUA e assume liderança em número de recuperados
ACRE: Gestão investe mais de R$ 200 mil em compra de barcos para agentes de saúde
Covid-19 alimenta onda mundial de antissemitismo, dizem pesquisadores

A primeira incoerência foi anunciada pelo reitor da Universidade Nacional de Rosario, da Argentina, que negou que Decotelli tenha obtido o título.

Em seguida, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, informou que Decotelli não possui título, apenas que realizou pesquisa de três meses na instituição.

Já a FGV também negou que Decotelli tenha sido professor de qualquer das escolas da fundação – informação que o nomeado colocou em seu currículo, sendo docente da FGV entre 2001 e 2018. A instituição também apurará suspeita de plágio em dissertação feita por Decotelli para a conclusão de curso de mestrado.

Decotelli nega que cometeu plágio, assumiu que não defendeu a tese de doutorado na Universidade de Rosário, mas que concluiu os créditos do curso, além de ter explicado que a pesquisa de conclusão na Universidade de Wuppertal está registrada em cartório na cidade alemã.


Médicos voluntários do Projeto Missão Covid atendem pessoas com suspeita da doença ou com dúvidas sobre o novo coronavírus. 


Postar um comentário

0 Comentários