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REDES SOCIAIS: Coca-Cola anuncia boicote ao Facebook e gera prejuízo de R$ 306 bilhões.

Segundo a agência Bloomberg, boicote ocasionou um recuo de R$ 39,4 bilhões na riqueza pessoal de Mark Zuckerberg. —  Foto/Reprodução/Justin Sullivan/AFP.  

REDES SOCIAIS: Coca-Cola anuncia boicote ao Facebook e gera prejuízo de R$ 306 bilhões. 
Fonte: Estado de Minas Nacional, Guilherme Augusto —  Publicado no  CN em 28.jun.2020. 

Tecnologia | Empresa está revisando políticas de anúncio digital. Diante da decisão, ações da rede social tiveram uma queda de 8,3%.

A Coca-Cola Company anunciou uma pausa de 30 dias em todo o conteúdo de publicidade veiculado nas redes sociais Facebook e Twitter. A empresa alega que está revisando suas políticas de anúncio digital, um movimento entre marcas que exigem das plataformas melhores práticas para lidar com conteúdos de ódio on-line. 

A empresa de bens de consumo Unilever também suspendeu suas peças nas redes sociais até o final do ano, pelo menos, devido a um "período eleitoral polarizado". Neste domingo (28), a Starbucks entrou para a lista. A empresa vai "realizar discussões internas e com parceiros de mídia e organizações de direitos civis para impedir a disseminação do discurso de ódio", afirmou em comunicado.

A Coca-Cola aponta para casos de racismo não solucionados pelas empresas de tecnologia. De acordo com nota assinada pelo CEO, James Quincy, a empresa de bebidas aguarda medidas de transparência e responsabilização dos parceiros de mídias sociais para retomar a investir em publicidade nas redes. 



"Não há lugar para o racismo no mundo e não deve haver nas redes sociais", diz Quincy. "Tomaremos esse tempo para readequar nossas políticas de publicidade e determinar se há revisões necessárias."

Após o anúncio da suspensão de anúncios, as ações do Facebook tiveram uma queda de 8,3%, uma perda de US$ 56 bilhões (R$ 306,8 bilhões) do valor de mercado da empresa. 

Segundo a agência Bloomberg, com essa desvalorização, o presidente da companhia, Mark Zuckerberg, viu sua riqueza pessoal recuar US$ 7,2 bilhões (R$ 39,4 bilhões). 

Em resposta, o Facebook diz que investe "bilhões de dólares todos os anos para manter nossa comunidade segura e trabalhamos continuamente com especialistas da sociedade civil para revisar e atualizar nossas políticas" e que continuará trabalhando neste sentido.

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A empresa diz ter aberto auditoria de direitos civis e que baniu 250 organizações supremacistas brancas do Facebook e Instagram. "Os investimentos que fizemos em Inteligência Artificial nos possibilitam encontrar quase 90% do discurso de ódio proativamente, agindo sobre eles antes que um usuário nos denuncie", afirma.

O Twitter diz que tem como missão "servir à conversa pública" e garantir que a rede social seja um lugar onde as pessoas possam "estabelecer conexões humanas, buscar e ter acesso a informações autênticas e de qualidade e se expressar de maneira livre e segura".

"Temos desenvolvido políticas e recursos da plataforma no intuito de proteger e servir à conversa pública e, como sempre, estamos comprometidos em ampliar vozes de comunidades sub-representadas e grupos marginalizados", diz a nota. "Respeitamos as decisões de nossos parceiros e continuaremos trabalhando e nos comunicando com eles durante esse período."

Campanha de boicote
Com o anúncio, a Unilever e a Coca-Cola somam-se a uma lista crescente de companhias que estão boicotando o Facebook por períodos de tempo variados, como Verizon Communications, Patagonia, VF Corp., Eddie Bauer e Recreational Equipment.

A medida das marcas é um marco importante na escalada de esforços dos anunciantes para que as companhias tecnológicas adotem mudanças em relação ao conteúdo publicado nas redes.

"Com base na atual polarização e na eleição que teremos nos EUA, precisa haver muito mais fiscalização na área do discurso de ódio", disse Luis Di Como, vice-presidente executivo de mídia global da Unilever.

"Continuar anunciando nessas plataformas neste momento não acrescentaria valor às pessoas e à sociedade", declarou a empresa.

A suspensão, que deve valer até o fim do ano, também afeta o Instagram.

Como resposta à pressão dos anunciantes, o Facebook anunciou que começará a marcar postagens com discurso político que violem suas regras e tomará outras medidas para evitar a repressão a eleitores e proteger minorias contra abusos.

A publicidade faz parte de quase toda a receita da companhia. No primeiro trimestre deste ano, o faturamento total da empresa fechou em US$ 17,7 bilhões (R$ 96,9 bilhões), dos quais 98% ou US$ 17,4 bilhões (R$ 95,3 bilhões) vieram da publicidade, de acordo com o relatório divulgado a investidores.

O Facebook, no entanto, declarou que não toma decisões políticas por causa da pressão das receitas, e um porta-voz disse que as mudanças são uma decorrência do compromisso feito por Zuckerberg de se preparar para as próximas eleições.

Médicos voluntários do Projeto Missão Covid atendem pessoas com suspeita da doença ou com dúvidas sobre o novo coronavírus. 



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