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Subir em cadáveres para arrancar recursos do governo é inaceitável, diz Paulo Guedes

  Paulo Guedes, ministro da Economia. —  Foto/Reprodução/SES.


Subir em cadáveres para arrancar recursos do governo é inaceitável, diz Paulo Guedes
Fonte:  Estadão Conteúdo/Reuters —  Publicado no CN - Conexão Notícia em 16.maio.2020.   

Governo - BRASÍLIA / O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira que é inaceitável que a crise por conta da pandemia com o coronavírus seja utilizada para palanque político ou para tirar recursos do governo, renovando o apelo para que seja vetado trecho de projeto que tira algumas categorias do funcionalismo de regra de congelamento salarial.

"Passamos um ano e meio tentando reconstruir. Quando estamos começando a decolar, somos atingidos por uma pandemia. E vamos nos aproveitar de um momento como esse, da maior gravidade, de uma crise de saúde, e vamos subir em cadáveres para fazer palanque?", afirmou ele.

"Vamos subir em cadáveres para arrancar recursos do governo? Isso é inaceitável, a população não vai aceitar. A população vai punir quem usar cadáveres como palanque", completou.

Guedes afirmou ser inaceitável que haja tentativa de saque de um gigante que está no chão, em referência à situação do país.

"Nós queremos saber o que podemos fazer, de sacrifício, para o Brasil nessa hora. E não o que o Brasil pode fazer por nós", afirmou.

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"E as medalhas são dadas após a guerra, não antes da guerra. Nossos heróis não são mercenários. Que história é essa de pedir aumento de salário porque um policial vai à rua exercer sua função? Ou porque um médico vai à rua exercer sua função? Se ele trabalhar mais, por causa do coronavírus, ótimo, ele recebe hora-extra", completou.

Guedes: economia impactada e vidas de brasileiros em risco (Estadão)
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira, 15, que não há o que celebrar em meio ao efeito da pandemia do novo coronavírus. "As vidas de brasileiros estão em risco e a economia também está sob ameaça", afirmou o ministro em coletiva no Palácio do Planalto para fazer um balanço dos 500 dias de governo.

Guedes voltou a falar das duas ondas de impacto da pandemia, a primeira, da saúde e a segunda, da economia. Segundo ele, neste momento, a primeira onda é a da saúde. "Estamos sob impacto disso. Há regiões afogadas nessa onda, mas estamos tentando vencer isso", afirmou.

O ministro fez uma comparação da situação atual com a imagem de um pássaro. "Uma bela imagem sobre o drama que vivemos é o pássaro que, para voar, precisa bater as duas asas". Segundo ele, enquanto o problema da saúde não tiver equacionado, não há como voar. Mas, ressaltou, do mesmo jeito, "sem a economia funcionando, o País não consegue decolar". "As duas asas não estão sincronizadas", afirmou.

Ainda usando a imagem do pássaro, Guedes disse que a primeira asa ferida foi a da saúde, com a pandemia. E agora, afirmou, à medida que o tempo passa, o Brasil começa a ferir a "asa" da economia.

Troca de ministro é normal na democracia e bom ambiente depende de reformas, diz Guedes
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta sexta-feira que a troca de ministros é normal na democracia e que as condições para criar bom ambiente para atração de investimentos serão dadas pelo compromisso com as reformas, independentemente de quem ocupar cargos na Esplanada.

Ao falar no Palácio do Planalto, Guedes disse que anormal seria um presidente sair porque ministro quer fazer o que ele não quer.

"Agentes econômicos reagem pela configuração da política econômica", afirmou o ministro.

"Se o presidente mantiver rumo, pode trocar ministro da Economia quantas vezes quiser, mas se tirar do rumo certo, pode colocar ministro que quiser que vai dar errado", acrescentou.

Presidente não ignora ciência, apenas tem visão diferente sobre protocolos, diz Braga Netto
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, afirmou nesta sexta-feira que o presidente Jair Bolsonaro não ignora a ciência, apenas tem uma "visão diferente" sobre qual o protocolo a ser seguido.

Segundo ele, a demissão de Nelson Teich do comando do Ministério da Saúde ocorreu por motivação de foro íntimo. Fontes apontam, no entanto, que a saída do ministro sem completar nem mesmo um mês no cargo deveu-se a desavenças com o presidente, que pressionava pela mudança no protocolo do ministério sobre uso da cloroquina no tratamento à Covid-19 em fases iniciais.

"O presidente não ignora a ciência, o presidente segue os protocolos, ele tem uma visão diferente de qual é o protocolo a ser seguido", disse o ministro.

A cloroquina não tem comprovação científica de eficácia contra a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus e o atual protocolo do Ministério da Saúde prevê o uso apenas em casos graves.

Guedes diz que troca de ministros é normal, defende liberdade para usar cloroquina e renova apelo por veto
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BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou que a troca de ministros é normal numa democracia, defendeu a liberdade para a escolha de usar ou não cloroquina no tratamento do coronavírus e fez um forte apelo pelo veto à possibilidade de reajuste salarial a categorias do funcionalismo público.
Ao falar nesta sexta-feira em evento que marcou os 500 dias do governo Jair Bolsonaro, o ministro afirmou ainda que o presidente não é populista, mas popular, e que o fato de ele ter chamado atenção para as consequências econômicas das medidas de isolamento social não significa que ele esteja minimizando a importância da saúde e da vida.

"Boa parte das diferenças de opinião do presidente com ministros que eu tenho visto é por causa de princípios", disse Guedes, exemplificando que Bolsonaro é a favor do direito do cidadão que não está com Covid-19 sair andando pela rua.

"É um direito dele ser infectado porque ele não está infectando ninguém. É um direito dele. Isso contrasta às vezes com alguém que diz 'não, tem que ficar em isolamento e não pode sair'. Isso dá uma diferença de opinião séria entre um ministro e um presidente", completou.

Guedes avaliou então que o uso ou não da cloroquina segue o mesmo raciocínio.

"Alguns dizem que tem que tomar, alguns dizem que não. Vamos fazer o seguinte? Quem quiser tomar toma, quem não quiser não toma. Se a gente respeitar pelo menos a opinião do outro quem sabe a gente não melhora."

Mais cedo o ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão do cargo, menos de um mês após assumir, em decorrência de desavenças com o presidente, na segunda troca de comando do ministério em meio ao avanço da pandemia do novo coronavírus pelo país.


Teich vinha sendo cobrado pelo presidente a modificar o protocolo oficial para ampliar a recomendação do uso da cloroquina, apesar de o ministro ter afirmado que não considera o remédio uma solução e de ter alertado para seus efeitos colaterais.

Questionado sobre os impactos no mercado da frequente troca de cadeiras em meio à pandemia, Guedes disse que as substituições são normais na democracia e que as condições para criar um bom ambiente para atração de investimentos serão dadas pelo compromisso com as reformas, independentemente de quem ocupar cargos na Esplanada.

O ministro pontuou ainda que anormal seria um presidente sair porque um ministro quer fazer o que ele não quer.

"Agentes econômicos reagem pela configuração da política econômica", afirmou o ministro.

"Se o presidente mantiver rumo, pode trocar ministro da Economia quantas vezes quiser, mas se tirar do rumo certo, pode colocar ministro que quiser que vai dar errado", acrescentou.

VETO
Em sua fala, Guedes fez forte defesa da necessidade de veto, no projeto de auxílio a Estados e municípios, de trecho que permite que algumas categorias do funcionalismo público possam ter reajuste até o fim do ano que vem. O ministro sempre insistiu que o congelamento dos salários era uma contrapartida razoável para a injeção de recursos da União a governadores e prefeitos.

Já sobre a aproximação do governo com parlamentares do centrão, o ministro da Economia disse que a relação não se baseia num toma lá dá cá.

"Temos um centro democrático programático, não fisiológico", afirmou.

Guedes também ponderou que não adianta o presidente vetar o trecho do projeto, conforme compromisso assumido publicamente, se o Congresso agir para derrubar essa decisão. Ele frisou que, nesse cenário, voltaria o caos dos juros altos, desorganização da economia e transformação do quadro numa farra eleitoral.

Ainda nessa toada, o ministro pediu que o dinheiro para saúde fique na saúde e classificou como inaceitável o uso da crise com o coronavírus para vitrine política ou para tirar recursos do governo.

"Passamos um ano e meio tentando reconstruir. Quando estamos começando a decolar, somos atingidos por uma pandemia. E vamos nos aproveitar de um momento como esse, da maior gravidade, de uma crise de saúde, e vamos subir em cadáveres para fazer palanque?", afirmou ele.

"Vamos subir em cadáveres para arrancar recursos do governo? Isso é inaceitável, a população não vai aceitar. A população vai punir quem usar cadáveres como palanque", completou.

O ministro também avaliou que os profissionais que seguem trabalhando na linha de frente do combate ao coronavírus não devem ser premiados de antemão pelo exercício de suas funções.

Da forma como aprovado pelo Congresso, o projeto de ajuda a Estados e municípios deixou de fora da regra de congelamento salarial, por 18 meses, profissionais de saúde, de segurança pública e das Forças Armadas, além dos trabalhadores da educação pública, servidores de carreiras periciais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, de serviços funerários e de assistência social.

"Nós queremos saber o que podemos fazer, de sacrifício, para o Brasil nessa hora. E não o que o Brasil pode fazer por nós", afirmou o ministro.

"E as medalhas são dadas após a guerra, não antes da guerra. Nossos heróis não são mercenários. Que história é essa de pedir aumento de salário porque um policial vai à rua exercer sua função? Ou porque um médico vai à rua exercer sua função? Se ele trabalhar mais, por causa do coronavírus, ótimo, ele recebe hora-extra", completou Guedes.

PÓS-PANDEMIA
Em relação à retomada da economia, o ministro voltou a dizer que o país pode engatar uma recuperação em V, apesar de sua equipe econômica ter apontado nesta semana expectativa de uma trajetória em U, mais lenta. Isso porque a projeção é de um tombo histórico do PIB de 4,7% este ano com recomposição para valores pré-crise somente em 2022.

Guedes voltou a fazer um apelo pela aprovação de pautas como o novo marco do saneamento, que está no Congresso desde o ano passado, além de privatização da Eletrobras, marco do setor elétrico e reforma tributária.

Ele disse ainda que a crise da saúde deixará mais óbvio que o imposto sobre a folha de pagamento das empresas é uma forma de tributação perversa pois encarece sobremaneira o custo do trabalho formal.

"Temos que eliminar isso, nós temos que criar a carteira verde e amarela, não tem os encargos trabalhistas lá, vamos criar milhões de empregos", disse.


Médicos voluntários do Projeto Missão Covid atendem pessoas com suspeita da doença ou com dúvidas sobre o novo coronavírus. 






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