Redes Sociais

Header Ads

OMS esclarece que assintomáticos podem transmitir covid-19

  Uma live especial foi feita para falar sobre a polêmica. —  Foto/Reprodução/REUTER/DENIS BALIBOUSE.  


Pastor vence processo contra mulher que lhe chamou de “homofóbico” após comentário
Fonte:   Agência Brasil, Pedro Ivo de Oliveira. —  Publicado no  CN em 09.jun.2020.   


Mundo — Após afirmar que a contaminação a partir de pessoas assintomáticas seria “rara”, a infectologista Maria Van Kerkhove – responsável técnica pelo time de combate à covid-19 da Organização Mundial da Saúde (OMS) – esclareceu hoje (9), em uma entrevista especial, que houve um mal-entendido sobre a fala.

“Recebi muitas mensagens pedindo esclarecimentos sobre alguns argumentos que usei ontem durante a coletiva de imprensa. Acho importante esclarecer alguns mal-entendidos sobre minha fala de ontem. O que sabemos sobre transmissão é que, [das] pessoas que estão infectadas com covid-19, muitas desenvolvem sintomas. Mas muitas não. A maior parte da transmissão conhecida vem de pessoas que apresentam sintomas do vírus e passam para outras através de gotículas infectadas. Mas há um subgrupo de pessoas que não desenvolvem sintomas. E, para entender verdadeiramente esse grupo, não temos uma resposta concreta ainda. Há estimativas de que o número gire entre 6% a 41% da população. Mas sabemos que pessoas que não têm sintomas podem transmitir o vírus”, reiterou. 

A médica fez questão, ainda, de frisar que há diferenças entre “pré-sintomáticos” – aqueles indivíduos que foram infectados, mas que ainda estão na fase de incubação do vírus – e “assintomáticos” – os indivíduos que, apesar de infectados por um período mais longo de tempo, não desenvolveram nenhum sintoma clássico da doença.

“O que fiz referência ontem, durante a coletiva de imprensa, foi a poucos estudos, dois ou três, que foram publicados e tentaram seguir casos assintomáticos. Eu estava apenas respondendo a uma pergunta [feita por jornalistas], não estava declarando qualquer mudança de abordagem da OMS. Nisso, usei a frase ‘muito rara’, mas isso não quer dizer que a transmissão vinda de pessoas assintomáticas seja ‘muito rara’ globalmente”, argumentou. 

VEJA TAMBÉM:
OMS: transmissão de covid-19 a partir de assintomáticos é “muito rara” 
Bahia tem mais de 800 novos casos e passa de 28,2 mil infectados pela Covid-19
Senado pode votar nesta semana lei da mordaça
Cozinheira volta a atacar 'grosserias' de Bonner e diz que ele tinha ciúme de amigos
Brasil negocia para ser um dos produtores da vacina contra o coronavírus 
OMS recua e se desculpa por polêmicas sobre cloroquina
Deputado federal Paulinho da Força perde mandato após condenação à prisão 
Ministro Fachin determina suspensão de operações policiais em comunidades do RJ 
CONFUSÃO: Psicóloga diz que Joice "tem que se tratar, é mentirosa compulsiva" 
Documentos vazados questionam o anúncio do `paciente zero’ em província da China

Foco prático
Segundo Mike Ryan, médico epidemiologista especializado em doenças infecciosas e diretor executivo do Programa de Emergências da OMS, há um foco em ações práticas que diminuam os números de mortos e infectados por covid-19 em escala global. “Estamos tentando entender o que impulsiona a transmissão comunitária. Queremos salvar vidas. Quando damos conselhos sobre estratégias amplas de como controlar a doença, estamos focando em identificar os casos, acompanhar a trajetória [da infecção], testar esses casos e garantir que haja quarentena.”

O médico voltou a assegurar o entendimento da questão que, segundo a OMS, foi publicada por veículos de todo o mundo e gerou controvérsias sobre o papel do isolamento social e da quarentena. “Qualquer que seja a proporção de transmissão a partir de indivíduos assintomáticos – e esse número é desconhecido –, ela [a transmissão] está ocorrendo. Estamos convencidos disso. A questão é o quanto."

 


Médicos voluntários do Projeto Missão Covid atendem pessoas com suspeita da doença ou com dúvidas sobre o novo coronavírus. 





Postar um comentário

0 Comentários