Médica autista brasileira comparada ao The Good Doctor, comanda hospital em RO - Conexão Notícia

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Médica autista brasileira comparada ao The Good Doctor, comanda hospital em RO

   Médica autista superou bullying que sofreu na infância.  —  Foto/Reprodução/Ísis Capistrano.

Médica autista brasileira comparada ao The Good Doctor, comanda hospital em RO
Publicado no Conexão Notícia em 26.abril.2021.  

Brasil Sim, nós temos o nosso doutor Shaun Murphy, da série The Good Doctor. E no caso brasileiro trata-se de uma mulher: Larissa Rodrigues de Assunção, uma médica autista que tem transformado positivamente a rotina de um dos hospitais de campanha de Porto Velho, em Rondônia.

Larissa tem 26 anos e assumiu este ano a gerência do Hospital de Campanha Zona Leste, montado no antigo Cero, Centro de Reabilitação de Rondônia.

A jovem médica dirige a instituição inteira e ainda atende pacientes com muita competência e dedicação. Ela surpreende e inspira!

Larissa exerce suas funções com brilhantismo. Eu já a vi fazer coisas interessantíssimas, como uma traqueostomia com bisturi em uma urgência. Ela conseguiu abrir a cartilagem acima da tireoide de um paciente para obter uma via de acesso. Trata-se de um procedimento de alta qualidade e que foi feito em uma situação de urgência, em meio à calamidade de saúde pública.

As palavras são do médico Luís Moreira Gonçalves, que é português e foi para Rondônia em fevereiro, atendendo a um chamado emergencial do Ministério da Saúde.


 Luís ficou admirado desde o primeiro contato com a médica brasileira e foi ele quem fez o convite para Larissa assumir o hospital.

Autismo

Larissa foi diagnosticada com transtorno de espectro autista ainda na infância. Ela conta que sofreu muito bullying e precisou trocar de escola algumas vezes.

A jovem médica tinha dificuldades de se relacionar, interagir com colegas, professores e de fazer contato visual com alguém.


Apesar disso, ela sempre foi uma criança brilhante. E isso a fez ter conquistas a vida inteira.

Medicina

A medicina veio como uma forma de lidar com as próprias barreiras internas. Larissa tem uma superdotação intelectual, que a ajuda a entender o que ela conquistou até aqui.

A jovem entrou para a faculdade de ciências sociais da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) em 2011, com apenas 14 anos.

Foi a vontade de compreender a mente humana que motivou a mudança de Uberlândia (MG) para Porto Velho (RO), para cursar medicina na Unifimca (Centro Universitário Aparício de Carvalho).

Após concluir o curso, Larissa emendou uma pós-graduação em neurociências pela Universidade Duke, nos EUA.

Hoje ela finaliza duas especializações — neuroimagem pela Universidade Johns Hopkins (EUA) e psiquiatria pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

“Meio nerd”

A médica conta que suas conquistas vieram por ser “meio nerd”.

Entre os colegas, é comum a associação com Shaun Murphy, o médico fictício da série “The Good Doctor”, que tem autismo e utiliza seus talentos para salvar a vida de pacientes.

   Larissa, durante o plantão no hospital. —  Foto/Reprodução/Ísis Capistrano.

“Eu tenho compromisso como médica e com o corpo clínico que segura a barra de tantos pacientes que precisam de cuidado”, explica Larissa.

E complementa que “contar minha história é uma coisa muito estranha. Tudo aconteceu rápido na minha vida. Na minha infância e adolescência, algumas pessoas me viam como algo extraordinário, com uma ‘super mente’, e outras me viam exatamente de modo oposto. Hoje, isso não me incomoda. O autismo faz parte de mim, mas não me define e não limita o meu potencial”, lembrou.

Como é maravilhoso ver histórias de pessoas incríveis, fazendo coisas mais incríveis ainda, não é verdade?

Parabéns doutora Larissa!

Por Monique de Carvalho. – Com informações de Rondo Notícias
 



Menina de 6 anos salva tripulantes de barco que virou no PR

   Tripulação salva pela menina chega à praia.  —  Foto/BPMOA.

Uma heróina de apenas 6 anos salvou tripulantes de um barco que virou no litoral do Paraná neste fim de semana.

Ela era a única que sabia nadar e agiu rápido. A menina alcançou um cooler e o estofamento do banco do barco e deu para que os outros tripulantes pudessem flutuar.

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