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Quem são os patrocinadores do Sleeping Giants (grupo que ataca conservadores nas redes sociais)?

  Mayara Stelle e Leonardo de Carvalho Leal, supostos fundadores do grupo pró-censura, Sleeping Giants Brasil—  Foto/Reprodução.

Quem são os patrocinadores do Sleeping Giants (grupo que ataca conservadores nas redes sociais)? 
Publicado no Conexão Notícia em 17.fev.2021.  

Brasil | Foi ao ar no último dia 05 de fevereiro, uma entrevista dos ‘fundadores’ do grupo pró-censura, Sleeping Giants Brasil, Mayara Stelle e Leonardo de Carvalho Leal, onde os blogueiros, sem citarem nomes, declararam que recebem apoio de “pessoas físicas” e “pessoas com CNPJ.

A gente se sente parte de um movimento que está dando certo, integrado não só por pessoas físicas, mas por pessoas com CNPJ que se importam com o país, afirmou Leonardo Leal.

A entrevista foi publicada pelo portal de notícias Uol, onde o tema era o CANCELAMENTO DO TERÇA LIVRE no YouTube.

Em 12 de dezembro do ano passado o casal afirmou à Folha de São Paulo que o “Rede Liberdade, grupo de advogados e jornalistas que atua em casos de violação de direitos e liberdade de expressão, apoia os dois prestando assessoria jurídica e de comunicação sem cobrar nada.”

Logo depois de saírem do anonimato, o casal, que morava no Paraná e se mudou para São Paulo, declarou aberta a temporada de perseguição ao Terça Livre, conforme já noticiado.

Na esteira do Sleeping Giants, a empresa Pagar.me reincidiu seu contrato com o TL TV, diversas empresas bloquearam sua publicidade no canal do YouTube do Terça Livre e por último, a plataforma também decidiu banir os dois canais do jornal. No mesmo dia do banimento, por ‘coincidência’ do universo militante pró-censura, o portal de notícias G1 ressuscitou uma matéria maliciosa sobre um dos sócios do Terça Livre.

Mesmo com tantos ataques aparentemente articulados, para o jornalista Chico Alves, do Uol, “o confronto” do grupo pró-censura contra o TL “parecia desproporcional”, pois Mayara e Leonardo são apenas estudantes de 22 anos que “pilotam o SGB”, em contrapartida o Terça Livre tem “muitos colaboradores, é amigo da família Bolsonaro e parceiro do estrategista digital Steve Bannon”


Será mesmo?

Em 2019 e 20, durante uma sessão da CPI das Fake News o jornalista e dono do Terça Livre, Allan dos Santos, expôs a receita da empresa, para demonstrar a transparência do canal e de seu trabalho, o que, por exemplo, não foi feito por Mayara e Leonardo para explicar de onde vem todo o patrocínio do Sleeping Giants, quem são seus parceiros e mais, quais seriam essas pessoas físicas e CNPJ’s que integram o seu movimento?

Na último dia 08 de fevereiro o portal conservador, depois de dias de trabalho, lançou uma campanha de novas assinaturas de seus infoprodutos APÓS CANCELAMENTOS motivados por aqueles que se sentem juízes do ‘tribunal da internet’ que não somente querem nos calar, mas também QUEREM ACABAR COM O TERÇA LIVRE tirando dele toda e qualquer possibilidade de TRABALHO.

Cerca de 80% da receita financeira do Terça Livre ficou comprometida após a quebra de contrato da Pagar.me, e com a campanha da SEMANA DO CANCELAMENTO, a empresa agora busca recupera TODOS os seus assinantes, pois são eles que mantêm a empresa no ar.

Diferente do que o Sleeping Giants ou o Uol pensam, não é a família Bolsonaro ou o estrategista digital Steve Bannon que patrocinam o Terça Livre.

A própria campanha de desmonetização do TLTV promovida pelo Sleeping Giants demonstra isso. Afinal, por que fazer com que cidadãos comuns não possam comprar determinado produto de uma empresa conservadora, se ela, supostamente, já é financiada pelo governo ou por grandes empresários?

“Eles estão deixando claro que não somos financiados pelo governo”, concluiu o jornalista Max Cardoso, durante o Boletim da Manhã desta quarta-feira (08).

Além de intimidar, por meio de constrangimento ilegal, às empresas que prestam serviço ao Terça Livre, o grupo pró-censura também compartilha de narrativas da grande mídia, como a matéria tendenciosa do G1 sobre o ‘sócio oculto’ do jornal publicada no dia 08 pelo casal ‘laranja’ do blog stalker.

Sem, provavelmente, ler a LEI Nº 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993, que prevê a contratação CONSTITUCIONAL no Art. 25, do Capítulo II onde trata sobre a inexigência (ou dispensa) de licitações o Sleeping Giants alavancou uma narrativa já conhecida pelos conservadores, a de utilizar a linguagem de maneira torpe para causar um sentimento de injustiça por um fato que, na verdade, não é o que eles dizem ser.

Em dezembro o casal pró-censura começou uma campanha de arrecadação para continuar “tirando o sono de quem ganha dinheiro com discurso de ódio e fake news” e até hoje (11/02) possui apenas 2450 apoiadores.

No ano passado a justiça brasileira determinou que os administradores do perfil “Sleeping Giants Brasil” saíssem do anonimato após campanha de cancelamento do Jornal da Cidade Online, a decisão fez com que Mayara Stelle e Leonardo de Carvalho Leal aparecessem como os criadores e “únicos” representantes do grupo alguns meses depois.

Em uma entrevista à Folha de São Paulo, publicada em 12 de dezembro de 2020, Mayara disse que haviam se mudado para São Paulo, com ajuda de um ‘amigo’ para que em segurança pudessem sair do anonimato.

Além disso, em uma live no canal Meteoro Brasil, no dia 15 de dezembro, a blogueira declarou que ela, e o namorado, não estão sozinhos e citou novamente o grupo Rede Liberdade.

Na verdade, essa é uma questão bem importante porque também ressalta o quanto a gente não está sozinho. O Sleeping Giants tem muitos apoiadores, a gente já contou com muita ajuda e nesse momento a gente está contando com a ajuda de alguns advogados, declarou.

A gente tem a Rede Liberdade com a gente, completou.

Coincidentemente, o Rede Liberdade, “projeto de coordenação de ações estratégicas no âmbito jurídico para garantir a defesa de direitos humanos e de liberdades individuais”, tem sua sede na capital Paulista.

Seriam esses advogados e jornalistas os financiadores da campanha e ativismo pró-censura, do casal Mayara e Leonardo?

Na mesma entrevista, os casal respondeu ainda uma pergunta sobre os limites da liberdade de expressão e demonstrando desonestidade ao omitir o verdadeiro intuito e instrumento de seu ‘trabalho’ o casal declarou que a atuação do Sleeping Giants, na verdade, “não afeta a liberdade de expressão” e também não impede “ninguém de falar.”

É muito engraçado que eles lembram da liberdade de expressão deles de falar merda, mas eles não lembram da nossa liberdade de expressão em cobrar – né – aquilo que eles falam, argumentou Leonardo.

Eu acho importante também falar que o trabalho do Sleeping Giants não afeta a liberdade de expressão, não estamos impedindo ninguém de falar, não é mesmo? Nós estamos, na verdade, perguntando as empresas vinculadas a essas pessoas e a esses sites, se elas estão cientes que estão monetizando aquele conteúdo, completou Mayara.

A live que tinha o intuito de responder quem, na verdade, patrocina o grupo, não alcançou o seu objetivo, porque segundo o casal, a única fonte de renda de seu ativismo, até a campanha de arrecadação, era o Auxílio Emergencial lançado pelo governo Bolsonaro para auxiliar a população do Brasil, durante a crise provocada pelo coronavírus.

Já o Terça Livre, que sempre divulgou seus verdadeiros patrocinadores, está em campanha em uma nova plataforma de pagamento, até o momento com 6300 assinantes que compraram os produtos do Terça Livre Premium (Diário Terça Livre, a Revista Terça Livre e a Masterclass mensal), o Terça Livre Escola (com mais de 1.500 aulas, em 22 cursos básicos fundamentais) e ainda o Terça Livre Academia (que é uma série de 6 cursos aprofundados sobre História, Política, Filosofia, Oratória, Educação e Direito), conforme já noticiamos aqui.

Quem é o Rede Liberdade (antigo Projeto Aliança)?

Somos uma rede nacional formada por advogados e advogadas, defensores públicos, representantes do Ministério Público e entidades da sociedade civil para a atuação jurídica em casos de violação de direitos e liberdades individuais.

Por sermos uma rede de redes, conectamos entidades da sociedade civil, coletivos e movimentos sociais com advogados e advogadas públicos ou privados para defesa de casos emblemáticos de violações de direitos, garantias ou liberdades constitucionais, bem como qualquer violação à democracia e seus valores. (informações retiradas do site: soudapaz.org.)

O projeto foi criado em 2019, pelo advogado e ex-secretário Nacional de Justiça do governo Dilma Rousseff, Beto Vasconcelos, em uma clara demonstração de oposição ao governo Bolsonaro.

Entre os colaboradores da rede, em sua criação, estavam Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo; Keila Simpson, presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais; Maria Sylvia Aparecida de Oliveira, presidente do Geledés, Instituto da Mulher Negra; Luiz Eloy Terena, advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB); um representante da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns e Oscar Vilhena, diretor da Escola de Direito da FGV-SP.

Bruna Lima com informações retiradas do site: soudapaz.org.

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