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Mulher vira major pela 1ª vez no Corpo de Bombeiros do ES

   Primeira mulher a chegar à patente de major no Corpo de Bombeiros do ES.  —  Foto: Reprodução/Arquivo pessoal.

Mulher vira major pela 1ª vez no Corpo de Bombeiros do ES
Publicado no Conexão Notícia em 11.setembro.2021.  

Brasil | Conheça a história de Lorena Sarmento Rezende.

A trajetória de Lorena Sarmento Rezende no Corpo de Bombeiros do Espírito Santo representam 19 anos de história de pioneirismo feminino. Ela, que foi a primeira bombeira combatente, primeira tenente e também capitã da corporação, alcançou no último dia 3 setembro mais uma conquista histórica no estado: a patente de major.

Fui primeira aspirante, primeira tenente, primeiro tudo. E demorou muito porque o quadro do Corpo de Bombeiros não tinha vaga para ser promovido. Faz 11 anos que eu sou capitã – explicou, em entrevista ao portal G1.


Lorena relata que decidiu prestar vestibular para bombeira combatente impulsionada por um amigo.

Eu decidi prestar por influência de outro amigo meu que já tinha passado e ido para Brasília [onde fica a academia militar]. Ele falou que eu deveria tentar. Eu passei e durante todo o primeiro ano de academia eu tive vontade de “matar” ele. O primeiro ano é tudo, menos bom. Mas depois tive a sensação de paz por ter a convicção da escolha que fiz – relembrou.

   Primeira mulher a chegar à patente de major no Corpo de Bombeiros do ES. —  Foto: Reprodução/Arquivo pessoal.

Antes dela, outras mulheres apenas tinham ocupado cargos administrativos no Corpo de Bombeiros. Hoje, acima da patente de Lorena, está somente tenente-coronel e coronel.

– É um departamento novo para mim, nunca trabalhei lá e vai ser uma coisa nova, mas estou muito motivada para estar amis perto da assistência à população. Sempre que tiver um desastre no estado, o meu departamento vai estar fortemente atuando – detalhou.

INCENTIVO DO PAI
Lorena relata que o apoio de seu pai desempenhou um papel fundamental em sua trajetória, e lamenta o fato de ele não poder ter assistido a sua nomeação como major.


– Eu perdi o meu pai recentemente para a Covid-19 e ele era um grande admirador meu, tinha muito orgulho de mim. O fato que contribuiu para as minhas escolhas foi ter um pai que jamais me limitou por ser mulher. Eu nunca ouvi dele discurso desmotivador – observou.

  Major Lorena e sua filha Mel, de 3 anos. —  Foto: Reprodução/CBM

Hoje mãe da Mel, de três anos, a major reproduz o que aprendeu com o pai aconselhando à filha a não se intimidar. E a pequena já tem um sonho para o futuro: o de ser bombeira. A inspiração não vem apenas da mãe, mas também do pai, que é integrante da corporação, e casado com Lorena.


– Não se intimide com a opinião alheia. A gente tem que seguir os nossos desejos, nossos sonhos, e lutar para que eles se realizem. Estamos em uma sociedade ainda muito tradicional que tem o modelo de mulher como papel secundário na economia e mercado de trabalho, mas é a gente que faz a nossa história – aconselhou a major.

Thamirys Andrade  com informações do G1.
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