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Oxímetro: Agentes Comunitários de Saúde irão monitorar saturação dos pacientes 2 vezes ao dia

 O monitoramento será feito pelos Agentes Comunitários de Saúde, que irão monitorar diariamente, de manhã e à tarde, a saturação dos pacientes.  —  Foto: Reprodução.

Oxímetro: Agentes Comunitários de Saúde irão monitorar saturação dos pacientes 2 vezes ao dia
Publicado no Conexão Notícia em 29.agosto.2021. 

Agentes de Saúde | Campinas terá projeto-piloto com oxímetro para paciente acima de 60 anos. Há possibilidade de que outros municípios copiem esse projeto, inclusive, em outros estados.

Campinas iniciou no dia 21 de julho, um projeto-piloto de monitoramento da taxa de oxigenação do sangue de pacientes com mais de 60 anos confirmados ou suspeitos de Covid-19. O anúncio foi feito pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizette, em transmissão ao vivo na internet. Os pacientes serão avaliados em domicílio com um aparelho chamado oxímetro, que é colocado na ponta do dedo.

  
É um projeto que está começando por Campinas, que tem como um dos objetivos esvaziar as UTIs. Não terá custos para a Prefeitura, pois se trata de uma parceria entre a Prefeitura de Campinas, o Instituto Estáter e a Sociedade Brasileira de Infectologia”, explicou o prefeito. O projeto é uma iniciativa inédita. 
  
Lançamos na semana passada a campanha Alert(Ar). Faremos o trabalho em Campinas, uma plataforma interessante para servir de exemplo para todos os municípios do Brasil em razão da organização do sistema de saúde e engajamento do time. O objetivo deste piloto é acompanharmos de forma pró-ativa a oximetria da população acima de 60 anos, que é a mais impactada e que tem mais dificuldade de ir para os hospitais. 


O projeto pretende reduzir a mortalidade e diminuir a sobrecarga das UTIs, pois a experiência tem mostrado que muitos pacientes que vão para a enfermaria mais cedo, recebem o protocolo básico de medicação e apoio de oxigênio não precisam ir para as UTIs”, afirmou o engenheiro e sócio-fundador da Estáter, Percio de Souza.  
  
O projeto vai começar pelos centros de saúde do DIC 3 e DIC 6, na Região Sudoeste da cidade. Cada centro de saúde terá 20 oxímetros doados pelo Instituto Estáter. Todas as unidades da rede já possuem oxímetros.
  
O monitoramento será feito pelos Agentes Comunitários de Saúde, que irão monitorar diariamente, de manhã e à tarde, a saturação dos pacientes. Isso será feito do 5º ao 10º dia de sintomas.

  
“Escolhemos a região Sudoeste porque lá fica o Ouro Verde, hospital municipal de retaguarda Covid, e temos centros de saúde contíguos, com a estrutura que a gente precisava”, disse o secretário de Saúde, Carmino de Souza. 
  
A previsão é que 16 pacientes dos dois centros de saúde já comecem a receber as visitas no primeiro dia do projeto, na terça-feira, 21 de julho.  Se a taxa de oxigênio estiver abaixo de 95%, o que é um sinal de alerta, os pacientes serão orientados a ir até o centro de saúde para avaliação médica.

  
É comum o paciente com Covid apresentar falta de oxigênio no sangue sem se queixar de falta de ar – isso se chama hipóxia silenciosa. A medição da saturação de oxigênio nos pacientes ainda quando apresentam os primeiros sintomas, pode salvar a vida das pessoas e evitar internações em UTIs.
  
Os centros de saúde DIC 3 e DIC 6 são responsáveis por uma cobertura de cerca de 26 mil habitantes, sendo 2.302 (8,9%) pessoas maiores de 60 anos. A região fica próxima do Hospital Ouro Verde.
  
As duas unidades fazem o monitoramento por telefone dos pacientes com síndrome gripal. Os pacientes com mais de 60 anos e/ou comorbidades são monitorados por meio de ligação telefônica a cada 24 horas. Os não vulneráveis, a cada 48 horas.
  
Informações sobre os centros de saúde
 
A média de atendimento diário de sintomáticos gripais nos CSs DIC 3 e DIC 6 é de 35 pacientes presenciais e 50 por teleatendimentos.
  
Nas duas unidades, foram confirmados até agora 338 casos de Covid-19, com 16 óbitos. Destes, 11 (69%) foram em homens e nove (31%) em mulheres. A média de idade dos pacientes que morreram foi de 65 anos.
  
Todas as pessoas que morreram passaram por internação hospitalar, sendo que 56,3% foram direto para UTI.
  
O projeto também inclui ações de comunicação, pesquisa, informação e mobilização social, com distribuição de cartilhas e capacitação dos profissionais de saúde. 

Foto: Fernanda Sunega
Prefeitura Municipal de Campinas
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