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NÃO RESISTIRAM: Mais 4 agentes comunitárias de saúde foram vítimas da C0VID-19.

O Drama dos ACS/ACE: Redução do acesso aos direitos, contratações temporárias, congelamento de salários aos longo .  —  Foto/Reprodução.

O crescimento da situação precária entre os agentes comunitários e de combate às endemias
Publicado no Conexão Notícia em 27.jan.2021.  

Agentes de Saúde | Infelizmente mais 4 agentes comunitários de saúde e agentes de combate as endemias também estão entre as maiores vítimas da Covid-19. Além de todo o sofrimento causado pelos inúmeros óbitos que esses agentes vem sofrendo, ainda precisamos administrar a discriminação dos gestores, que não reconhece nenhuma das duas categorias como profissionais da saúde, além de impor perdas de direitos terríveis. Como reagir em face de tudo isso? É o que veremos mais adiante.

Simonete Ribeiro de Paiva, Ivanilca Medeiros de Oliveira, Ana Aparecida Santos e Niedja Lopes, todas tinham algo em comum, além do fato de serem vítimas da Covid-19: eram agentes comunitárias de saúde. 

Simonete Ribeiro de Paiva e Ivanilca Medeiros de Oliveira —  Foto/Reprodução.

Simonete Ribeiro de Paiva, residia no município Plácido de Castro (Acre). A notícia de seu óbito foi divulgada no dia 21/01.
Era considerada uma pessoa alegre e carismática. Características que não serão esquecidas, segundo colegas de trabalho. 


Ivanilca Medeiros de Oliveira, residia na capital de Manaus (Amazonas), falecida no dia 22/01. Em meio a tantos sofrimentos, que invadiram os noticiários de sua cidade com os episódios da falta de oxigênio nos hospitais, ninguém imaginava que receberíamos uma notícia tão trágica, mesmo para os colegas que possuíam aproximação com os agentes do Amazonas. Contudo, a solidariedade foi algo que marcou a todos. O drama foi vencido a nível nacional. Infelizmente Ivanilca estava entre as vítimas. 

Ana Aparecida Santos e Niedja Lopes —  Foto/Reprodução.

Ana Aparecida Santos, residia na cidade de Gonçalo (Rio de Janeiro). Considerada uma mulher de luta, na fala dos colegas, uma guerreira. Recebemos informações de sua morte, ontem (27). Dolorosamente deixou aos familiares e amigos, partiu após integrar a linha de frente na luta pela vida. 

Niedja Lopes, residia na cidade de Paulista (Pernambuco), trabalhava na USF de Artur Lundgren II, bairro de mesmo nome. No período de seu óbito estava trabalhando na USF Edgar Alves I, no bairro do Engenho Maranguape. O falecimento ocorreu no dia 24/01, por complicações da Covid-19.

Sobre a situação da falta de acesso dos ACS/ACE a vacina
Na última terça feira (26), me vídeo, a diretora presidente da CONACS, Ilda Angélica Correia, falou sobre falta de valorização dos ACS/ACE e sobre a necessidade da categoria reagir 

A falta de valorização dos ACS/ACE
Como se não bastasse toda essa situação os ACS/ACE de todos os estados brasileiros ainda sofrem com posicionamentos discriminatórios, impedimento do acesso aos seus direitos e ampliação da precarização dos contratos de trabalho. Não nos cansamos de alertar que estamos com mais de 222 mil ACS/ACE sem garantia de direitos fundamentais. 

Agentes Comunitários de Saúde do Município de Rio Bonito/RJ, reagem contra a falta de valorização da categoria.  —  Foto/Reprodução.

Ainda ontem foram publicadas duas matérias no JASB - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil, denunciando os descasos. A primeira sob o título "O crescimento da situação precária entre os agentes comunitários e de combate às endemias" e a segunda "Brasil: Agente comunitários e de combate às endemias sofrem com salários atrasados e perdas de direitos." 

As demissões em massa
Por todo o Brasil ocorre demissões em massa de ACS/ACE, por parte dos municípios. Infelizmente, essa realidade está sendo tratada com vergonhosa omissão. Há vários anos que estamos denunciando essa situação, que só faz aumentar, devido aos atos de negligência de muitos, que deveriam traçar estratégia de combate tais abusos. 
Mas, quais são os discursos adotados para produzir ilusão: somos uma categoria forte, mudamos a constituição várias vezes etc. O cinismo é tão grande, que chegasse a tentar colocar na cabeça dos ACS/ACE que são mais forte do que todas as demais categoria do seguimento saúde. Quando, na realidade, tudo não passa de ilusão criada para esconder o drama vivido por esses agentes do país.
Só na cidade do Rio de Janeiro foram mais de 1.500 demissões de ACS'; em Porto Alegre foram quase 900 ACS/ACE, segue-se a esses, uma lista interminável de demissões, no Sudeste, Norte, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. 
Mas, por que o silêncio? Por que não se estabelece estratégia para combater essas demissões? A resposta está na luta pelo poder! Se essas demissões entrarem no discurso, a luta pela Federalização dos ACS/ACE e da CPI da Saúde nos Municípios se fortalece. Para esconder que a Comissão Nacional da Federalização está no caminho correto, fazem qualquer coisa, inclusive, escondendo a verdade. 
Somente a Federalização pode salvar os ACS/ACE das garras gananciosas dos prefeitos e secretários de saúde e da ambição da má liderança, que visa apenas vantagens particulares, sem se compadecer do sofrimento dos que garantem a movimentação financeira das entidades a que os ambiciosos fazem parte.

A ilusão que substitui a razão
Uma coisa é termos acesso aos direitos, que fortalece a categoria, possibilita melhores condições de trabalho e qualidade de vida. Outra coisa é manter o direito no universo dos discursos. Isto é algo que os políticos fazem: falam em grandes avanços, que as condições atuais são melhores do que as de antes, contudo, apenas escondem a realidade inaceitável de condições que chega ao absurdo. Veja os detalhes dessa situação, aqui!

JASBS - Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

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